Sonhos grandes

Essa semana tivemos um módulo do curso sobre como escalar impacto com o incrível Kevin Starr, fundador da Mulago Foundation e professor da d.school de Stanford.

Escalar impacto, falando muito basicamente, seria fazer seu impacto social se multiplicar, atingindo o maior numero possível de pessoas.  

Desenhar impacto é bastante diferente de desenhar impacto com possibilidade de escala. A maior critica do Kevin era justamente a enorme quantidade de projetos sociais que focam apenas no impacto ao desenhar sua estratégia e não consideram escala desde o início.

“Most efforts to create impact aren’t really designed, and when they are, they’re often designed without scale in mind. That’s a huge opportunity lost”. Kevin Starr

De acordo com a metodologia chamada Design Iteration Format (DIF),  impacto está diretamente ligado a uma ou mais mudança(s) de comportamento. E pra isso é preciso criar um mapeamento dos comportamentos que terão que mudar. 

Screen Shot 2014-06-19 at 9.54.36 AM

Criamos então esse mapa de comportamentos (behaviour map) e passamos a implementar em nossos próprios projetos. Quem são as pessoas que precisamos convencer a fazer algo diferente e quais são essas etapas? Escolhemos então, um principal comportamento e focamos em como mudá-lo através de condições e incentivos.

O Kevin deu um exemplo de projeto de inovação social que visava diminuir a taxa de mortalidade de malária em algumas cidades no interior do Kenya e a ideia do cara era jogar redes de mosquitos de um avião. No “behaviour map” desse caso a maior mudança que ele teria que enfrentar era fazer as pessoas pegarem as redes e usarem em casa do jeito certo.

Só depois de entender esses passos e definir qual o comportamento mais desafiador a ser mudado é possível desenhar um modelo de impacto com escala. Escala que deve ser pensada no melhor “cost effective” possível. Quanto mais acessível, mas escalável será. Além disso, precisa ser simples e sistemática pra que você deixe ser feito por outras/qualquer pessoas.

Na segunda parte do módulo, aprendemos como mensurar esse crescimento. Cada negócio tem um jeito específico, mas vimos vários exemplos e aplicamos as possibilidades em nossos projetos. 

Pra mim, fez todo sentido. Acredito muito no “processo” do design como uma forma de construir modelos de negócios sustentáveis e agora, escaláveis. 

Aqui na Africa isso faz mais sentido ainda. Cada dia que passa, esse lugar me faz entender como cada pequena ação é capaz de gerar um profundo impacto na vida de alguém. E todos dias eu mesma sou impactada. Essas aulas me fizeram pensar sobre o poder da escala em um lugar assim, como pode realmente gerar uma mudança significativa, gigantesca.

Termino então com uma frase do meu querido Eduardo Lyra: “Entre sonhar pequeno e sonhar grande, sonhe grande porque dá o mesmo trabalho”.  

Asante sana.

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