Quando a segunda-feira não é rotina

Escrito dia 3 – Segunda-feira 9 de junho

Eu realmente não achei que fosse fazer desse blog um diário, mas a vontade que eu tenho de sair contando sobre as coisas que estou vivendo é grande. Provavelmente, com o curso começando de verdade, vai ser mais difícil de postar com frequência, mas a ideia é sempre colocar aqui o que aprendi de mais marcante. 

Meu dia começou com uma terrível sensação de que ainda deveria continuar dormindo. O fuso é de 6 horas pra frente. Fomos (sempre que falar no plural significa que sou eu e meus 4 companheiros de curso citados no primeiro post) encontrar a Gigi, Community Manager da Amani, para um city tour. 

A primeira impressão sobre o centro Nairobi é que o trânsito de paulista vai muito bem, obrigada. Aqui, o transito é caótico. Além da mão ser inglesa (eles foram colonizados pela Inglaterra, em breve conto mais sobre isso), há uma quantidade enorme do que eles chamam de Matatus. 

Matatu é o nome das minivans de transporte que andam como se não existissem leis. Li no livro Mochila Social do Alex Fiberg, que no passado elas eram todas grafitadas, decoradas e competiam para ver quem possuía o sistema de som mais poderoso. Mas infelizmente não é mais assim por conta de uma série de leis. Matatu, originalmente, vem do Swahili e significa algo como “3 shilings” (moeda local), pois era o preço da viagem no início. Hoje só restaram os sinais desgastados de antigos grafites, sistemas de som funcionando escondidos.  

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Começamos o dia visitando o Rail Nairobi Museum. Os trens foram o motivo por qual a cidade nasceu fazendo a ligação comercial entre Uganda e Mombaça (uma das principais praias daqui, também vou falar sobre isso nos próximos posts).

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Durante a aula de história com o adorável Kevin, simultaneamente respondendo perguntas sobre a situação da Copa no Brasil, comecei a me sentir muito mais tranquila e familiarizada.

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Não posso negar que cheguei a Nairobi totalmente na defensiva e um pouco assustada. Ouvi muitas histórias sobre os ataques e a situação de segurança como um todo, além dos roubos e o apelido “NaiRobbery”. Mas a verdade é que o Brasil não é tão diferente assim. 

Na seqüência fomos ao antigo Congresso no ponto zero da cidade, um dos pontos mais altos pra entender o mapa da cidade, além de ver bem de longe o Kilimanjaro.

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Lá, o Peter foi nosso guia. Provavelmente, uma das pessoas mais sorridentes que já conheci. Orgulhoso, ele mostrou “seu escritório”, zombou do nosso e depois de alguns minutos sabíamos tudo sobre cada ponto de Nairobi. 

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Ele até me ensinou algumas palavras em swahili:

Sawa sawa – ok, ok 

Uhuru – liberdade (tem uma praça bem famosa no centro com esse nome)

Karibu – Bem vindo / Karibu sana – muito bem vindo

Asante – obrigado (a mais usada atualmente!)

Sasa – e aí?

A tarde tivemos a introdução ao curso pra entender como tudo vai funcionar. Amanhã começamos um módulo de 3 dias chamado Growth in Social Innovation. No fim desse módulo, escreverei mais. 

Asante! 

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